Por: Marcelo Silva e Santos, Diretor da ATEX ENGENHARIA LTDA e pesquisador da UFRJ
Ao longo destes anos, trabalhando e pesquisando no mercado de manutenção predial, pude perceber que um dos itens mais representativos da pouca atenção da nossa sociedade com relação a métodos preventivos de qualquer espécie é justamente a manutenção de cisternas.
São três os aspectos a considerar em qualquer programa de manutenção preventiva:
.A qualidade da água;
.Estabilidade do conjunto estrutural;
.O aspecto econômico.
A qualidade da água depende da correta conservação, observação de aspectos construtivos e limpeza periódica a cada 6 meses.
A impermeabilização das cisternas além de influir em dois aspectos que veremos a seguir, tem função fundamental na proteção da água de consumo contra contaminações do subsolo.
No solo encontramos além das matérias orgânicas naturais de cada região, toda uma gama de bactérias, germes e protozoários oriundos de vazamentos de esgotos domésticos.
É importante lembrar que nem sempre o nível da água determina a necessidade ou não de impermeabilização.
A cada (06) seis meses, durante a limpeza periódica (RJ – Lei 1893 de 20/11/91; SP – Lei 10.770 de 17/10/89), deve ser feita vistoria para determinar um diagnóstico correto.
Em limpeza periódica deve ser feita preferencialmente por empresas tradicionais no ramo.
As cisternas em geral enterradas ou semi-enterradas e portanto necessitam de impermeabilização que possam resistir tanto as pressões hidrostáticas quanto à força de compressão do solo onde se encontram.
Impermeabilizações a base de cristalizantes adicionados às argamassas comuns ou durante a concretagem tendem a retração e são contra-indicados.
Também não são indicadas impermeabilizações com mantas asfálticas ou butílicas que tenderão ao descolamento a menos que sejam ancoradas a base e revestidas com argamassa armada, o que inviabilizaria o seu emprego devido aos altos custos.
O ideal é utilizar sistemas semi-rígidos e com capacidade de incorporar-se à base, praticamente transformando-se em parte da estrutura monolítica de concreto.
Devemos observar também os acessos a cisterna, verificando se há aberturas que possibilitem a passagem de insetos ou roedores, ou se o “pescoço” da tampa de acesso (nos casos onde as tampas ficam na laje superior da cisterna) tem pelo menos 10 cm de altura evitando a contaminação por águas de chuva ou limpeza.
Com relação à estabilidade estrutural, é preciso observar periodicamente se o nível da água baixa sensivelmente de um dia para outro.
O aumento do consumo também funciona como alerta indicando que está havendo perdas seja por impermeabilizações deficientes ou por falhas diversas tais como trincas ou rachaduras.
Estas infiltrações para o solo não só comprometem a segurança estrutural da cisterna, mas podem vir a provocar acomodações das fundações que podem até levar a edificação ao colapso.
Isso já ocorreu algumas vezes e é uma patologia especialmente grave em construções antigas.
Quanto ao aspecto econômico, acrescentaríamos, o fato de que quando há perda d’água, as bombas passam a funcionar mais, sobrecarregando os equipamentos e aumentando os gastos com energia.
Além disso convém lembrar que o maior patrimônio a ser preservado não pode ser medido economicamente; a nossa saúde e a saúde da nossa família.
São três os aspectos a considerar em qualquer programa de manutenção preventiva:
.A qualidade da água;
.Estabilidade do conjunto estrutural;
.O aspecto econômico.
A qualidade da água depende da correta conservação, observação de aspectos construtivos e limpeza periódica a cada 6 meses.
A impermeabilização das cisternas além de influir em dois aspectos que veremos a seguir, tem função fundamental na proteção da água de consumo contra contaminações do subsolo.
No solo encontramos além das matérias orgânicas naturais de cada região, toda uma gama de bactérias, germes e protozoários oriundos de vazamentos de esgotos domésticos.
É importante lembrar que nem sempre o nível da água determina a necessidade ou não de impermeabilização.
A cada (06) seis meses, durante a limpeza periódica (RJ – Lei 1893 de 20/11/91; SP – Lei 10.770 de 17/10/89), deve ser feita vistoria para determinar um diagnóstico correto.
Em limpeza periódica deve ser feita preferencialmente por empresas tradicionais no ramo.
As cisternas em geral enterradas ou semi-enterradas e portanto necessitam de impermeabilização que possam resistir tanto as pressões hidrostáticas quanto à força de compressão do solo onde se encontram.
Impermeabilizações a base de cristalizantes adicionados às argamassas comuns ou durante a concretagem tendem a retração e são contra-indicados.
Também não são indicadas impermeabilizações com mantas asfálticas ou butílicas que tenderão ao descolamento a menos que sejam ancoradas a base e revestidas com argamassa armada, o que inviabilizaria o seu emprego devido aos altos custos.
O ideal é utilizar sistemas semi-rígidos e com capacidade de incorporar-se à base, praticamente transformando-se em parte da estrutura monolítica de concreto.
Devemos observar também os acessos a cisterna, verificando se há aberturas que possibilitem a passagem de insetos ou roedores, ou se o “pescoço” da tampa de acesso (nos casos onde as tampas ficam na laje superior da cisterna) tem pelo menos 10 cm de altura evitando a contaminação por águas de chuva ou limpeza.
Com relação à estabilidade estrutural, é preciso observar periodicamente se o nível da água baixa sensivelmente de um dia para outro.
O aumento do consumo também funciona como alerta indicando que está havendo perdas seja por impermeabilizações deficientes ou por falhas diversas tais como trincas ou rachaduras.
Estas infiltrações para o solo não só comprometem a segurança estrutural da cisterna, mas podem vir a provocar acomodações das fundações que podem até levar a edificação ao colapso.
Isso já ocorreu algumas vezes e é uma patologia especialmente grave em construções antigas.
Quanto ao aspecto econômico, acrescentaríamos, o fato de que quando há perda d’água, as bombas passam a funcionar mais, sobrecarregando os equipamentos e aumentando os gastos com energia.
Além disso convém lembrar que o maior patrimônio a ser preservado não pode ser medido economicamente; a nossa saúde e a saúde da nossa família.